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Daniel Tschick Tomaz

 

A oportunidade de vir à Alemanha foi uma surpresa inesperada. Havia uma vaga para estudar da Universidade de música de Munique durante 6 meses, fazendo paralelamente um curso da língua. Enviei o currículo, e de repente me vi com as malas prontas a caminho do aeroporto. E acabei ficando 1 ano.

A estadia na Alemanha foi muito proveitosa. Fiz concertos, toquei em diversos lugares (até mesmo um uma viagem de barco sobre o rio Danúbio), conheci muita gente bacana e fiz amigos de verdade. A profissão de músico na Europa é também complicada, porém a visão que se tem de arte é um pouco diferente da que temos aqui. E não digo que é aquela coisa romântica do tipo "Oh como os europeus tem cultura!". Não, nada de intelectuais inacessíveis, tudo é simplesmente encarado naturalmente. Se o artista é bom e agrada ao público, ele terá sua recompensa não somente pessoal como também financeira.

Ao chegar na Universidade, olhar os avisos incompreensíveis e não conseguindo entender o que as pessoas falavam, perguntei a mim mesmo: "O que estou fazendo aqui?". Para aprender uma língua não basta fazer um curso, pois no cotidiano as pessoas falam de outra maneira, a pronúncia pode variar, fala-se rápido e usa-se muito vocabulário que não se aprende em curso nenhum.

Após oito anos longe do CIL e suas aulas de alemão, já tinha esquecido muita coisa. E na época de criança também não tinha a consciência de que um dia aquilo me seria útil, mas foi e muito. Ao recomeçar as aulas na Alemanha me surpreendi com a rapidez com que superei as primeiras dificuldades, pois as palavras, verbos, conjugações, montagem da frase, etc. ficaram guardadas naquele baú profundo da memória. Certas dificuldades com a língua comuns à estrangeiros foram mais facilmente superadas por ter aprendido as bases do alemão quando criança.

 

Daniel Tschick Tomaz


 

 


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